segunda-feira, 27 de maio de 2013

As vias de fato. 3/3

Pois bem aqui estamos em nosso texto final da série.  Entendida as origens da situação, vamos começar a pensar de uma forma um pouco mais complexa.  O mercado funciona por oferta e demanda de um produto, visto anteriormente pela variação do preço devido à quantidade disponível no mercado.  Agora imagine se a produção pudesse ser controlada, mantendo os preços em patamares fora do equilíbrio, beneficiando apenas alguns da sociedade que detém determinado produto.

Isso é o chamado oligopólio, onde um grupo de empresas combina o preço e regula a produção de mercado. Por outro lado há ainda o monopólio que é apenas uma determinada empresa ser capaz de regular de forma restrita a oferta de um produto a fim de fazer o consumidor pagar mais de uma forma artificial.  

Lógico que existem mecanismos Estatais para o combate a essas atitudes criminosas.  Em 1945 surge a primeira Lei Antitruste para regular o mercado, era chamada de lei Malaia e que durante os anos foi se modificando.  Daí que foi criado o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e por ai vai.

A própria moeda, ou seja, nossos papeizinhos de Real tem sua emissão regulada pela Casa da moeda. Se entrar dinheiro a mais é injetado na economia o que acontece?
Pense bem, com mais dinheiro em circulação os preços tendem a subir (lembrem-se do pessoal aquele da Ilha to texto 1) ao mesmo tempo se não tiver dinheiro circulante, os preços vão cair pois ninguém pode comprar nada e daí, tudo vai se deteriorando. O comerciante reduz seus funcionários que passam a não ter renda e enfim a economia entra em colapso (deflação).

Como então regular um sistema tão complexo?  Ai entra a política monetária, que basicamente funciona assim, o Governo emite uns títulos, tipo uma nota promissória dizendo que em uma data futura dada as características da situação vai pagar um valor a mais para quem comprar ele nesta data.  

Com isso o que acontece na economia, saída de dinheiro da economia que fica nos cofres do governo reduzindo a moeda circulante e com isso há uma redução dos preços.  Por outro lado se  for necessária uma injeção de dinheiro na economia, porque as coisas andam meio paradas e o governo quer dar uma acelerada o que ele faz é recomprar seus títulos, ou seja injeta dinheiro na economia e o consumo aumenta.

Ai você pensa, mas porque então a casa da moeda não imprime dia e noite dinheiro para que a gente possa melhorar nossas vidas? Novamente lembre-se do pessoa lá da ilha do texto 1.

Esse sistema de compra e venda de títulos no mercado brasileiro é executado por um sistema chamado de SELIC – Sistema Especial de Liquidação e custódia e, a compra e venda de títulos acontece todo o dia.

Da SELIC  é que surge a taxas de juros básicos da economia que é a meta da taxa SELIC.  A coisa funciona assim, o governo diz que a meta vai ficar em 8% ao ano e diariamente ele regula a compra e venda de seus títulos para que no final do ano ele não pague mais de 8% aos investidores por seus títulos emitidos.

Quanto menor os juros que o governo oferecer, menos gente vai comprar seus produtos (títulos), ou seja, menos dinheiro para ele e mais para a economia, quanto mais alto os juros que ele oferece, mais gente resolve comprar seus títulos e assim menos moeda circula.

Existem também outras medidas como redução ou aumento dos compulsórios Bancários, mas enfim, como meu objetivo é buscar as origens do que nos afeta hoje e não especificidades das atividades dos economistas a coisa é mais ou menos dentro do que você pode acompanhar.

Espero que tenham gostado, qualquer sugestão de temas continuem enviando para o e-mail: contato@okedu.com.br que estarei avaliando e desenvolvendo para a rede.

Por Fábio C. Riemke

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