terça-feira, 11 de junho de 2013

Economia de touros, ursos, carneiros e consumidores

               Bom talvez não tenha ficado muito claro o título do texto (ou nem um pouco), mas podem ter certeza que é bem simples e direto e todos entenderão.  Nas nossas vidas recebemos dinheiro (salário) e o distribuímos no pagamento de contas e na aquisição de produtos e serviços necessários as nossas vidas.
Como consumidores basicamente temos ao nosso dispor algum conhecimento de situações passadas e valores familiares, que servem de limites aos nossos impulsos, controlando nossa aptidão ao consumo desenfreado.
Do lado das empresas existe toda a sorte de estudos e técnicas para que o valor das vendas seja sempre crescente: uma bela vitrine, produtos no supermercado em uma disposição matematicamente medida, propagandas que mesmo não entendendo seu sentido passamos a ter interesse no produto ofertado, entre tantas outras práticas comerciais.
Podem surgir muitas situações em que somos tentados a adquirir produtos sem o aporte financeiro disponível, levando-se em consideração o binômio: necessidade e possibilidade. São oferecidos parcelamentos, financiamentos, empréstimos, consórcios e uma variedade de opções para a antecipação do recurso necessário à aquisição do bem imediatamente.
               Nada de errado com isso, aliás, a circulação de dinheiro/mercadoria depende justamente de despertar necessidade no publico consumidor alvo.  Enfim de um lado existem pessoas e instituições treinadas para fazer você consumir mais e ponto final, por outro lado acaba sendo uma guerra desleal, pelo menos do ponto de vista de conhecimento e dedicação ao assunto. Lembre-se que existem profissionais estudando no mínimo 8h todo dia para buscar estratégias de venda, marketing e propaganda, talvez até você seja um profissional dessas áreas.
Enfim meu objetivo não é desmerecer o trabalho de ninguém, visto que eu mesmo sou um vendedor de meus cursos e projetos, apenas quero que se separe o joio do trigo e que em nossas vidas possamos realmente ser mais racionais do que emocionais em nossas decisões.   Que possamos entender o real valor das coisas que desejamos e o esforço necessário para adquiri-las.  Não existe dinheiro que surja (do nada) sempre que você compra alguma coisa, mais cedo ou mais tarde vai ter que pagar e, não se esqueça de que imprevistos acontecem.       
               Por isso procure ler notícias, procure se aproximar mais do mundo dos negócios mesmo que você ache que não lhe diz respeito.   Lembre-se de que do lado das empresas sua opinião é levada em consideração sim e é pra você que todos trabalham, portanto se tudo é feito para elevar seu consumo, procure entender os seus limites e viva uma vida sem sobressaltos.

               Ah com relação aos bichanos, no mercado financeiro os perfis de investidores são simbolizado pelos animais do título, onde se tem que o touro é a pessoa que comprou algum produto e deseja que seu preço suba para vender mais caro, o urso é a pessoa que deseja a queda dos preços para poder comprar mais barato no futuro já os carneiros, são os prêmios dos que acertam suas previsões, dizem que foi a caça abatida (você).

terça-feira, 4 de junho de 2013

A linguagem e as culturas: Dos acidentes aéreo aos conflitos econômicos

                Acabei de ler um livro muito interessante que o Leonel GT de educação da XP para o Rio grande do Sul me recomendou.  O título é “Outliers” ou Fora de Série de Malcolm Gladwell.  Basicamente esse cara dedicou sua vida ao estudo social e ambiental de pessoas que se destacaram em nossa sociedade e apresenta dados que auxiliam na compreensão do ambiente, local e datas nas quais oportunidades estavam disponíveis à esses talentos.
                O caso que vou abordar aqui é o dos pilotos da Korean Air – Empresa de aviação lá da terra do Psy (Gangnan Style).  De 1988 à 1998 o índice de acidentes aéreos da American Airlines foi de 0,27 por 1 milhão de voos enquanto o índice da Korean Air foi de 4,79 por milhão, número 17 vezes maior.  E o mais intrigante era que a empresa aparentemente não apresentava nenhum problema até então percebido, tinha pilotos de classe elevada que sempre executavam suas atividades depois de boas horas de descanso, aviões com a manutenção sempre em dia, além de uma equipe auxiliar sempre atenta.  O que poderia estar errado então?  Na década de 1960 à 1970 um psicólogo holandês Geert Hofstede que trabalhava na IBM aplicando testes em todo o mundo para entender como as pessoas resolviam seus problemas, como trabalhavam juntas e quais eram suas atitudes em relação à autoridade descobriu que a distinção entre culturas pode ser feita de acordo com o grau de expectativa que elas têm em relação ao fato de os indivíduos cuidarem de si mesmos.  Chamou de escala individualismo-coletivismo e gerou uma escala chamada de “índice de Distância do poder, IDP”.   Pois bem, trazendo para o caso da nossa Korean Air, descobriu-se que a interpretação de um diálogo coreano é feita pelo ouvinte, cabe a ele entender o que está sendo dito, além disso a Coreia é um país que possui um IDP alto, ou seja os subordinados tem respeito em demasia pelos seus chefes e muitas vezes mesmo vendo que suas atitudes poderão ser prejudiciais não se manifestam.
Ex: O Locutor fala: Está frio e estou com fome, ele espera que o ouvinte entenda Por que você não compra uma bebida ou algo para comer?  Totalmente diferente da comunicação ocidental onde quem envia a informação é o locutor com informações mais claras e objetivas. 
Em um caso em específico, um acidente em especial, o copiloto não foi claro com a torre aos passar as informações  por “respeito” ao piloto e o avião, acreditando em suas sutis palavras estar passando as informações precisas da situação que se encontravam, por fim o avião  acabou batendo no monte Nimitz na ilha de Guam , dizimando todos à bordo.
Assim como nesse caso muitas vezes acreditamos estar passando a correta informação da situação em que nos encontramos, porém o ouvinte pode esta entendendo outra coisa.  Nas relações econômicas é muito comum a pessoa almejar um objetivo e acabar sendo conduzido por um caminho diferente, basicamente porque o ouvinte não conseguiu entender plenamente seu planejamento.  Por isso é importante a leitura e o estudo para que possamos entender de forma mais clara o que queremos, quais nossos objetivos a curto, médio e longo prazo para que possamos falar e nos fazer entender, para termos o domínio de nosso planejamento em nossas mãos.