domingo, 21 de julho de 2013

Falando um pouco de Bolsa, as vias de fato, como a batalha começa!

A Bolsa de valores é um grande mercado que somente no Brasil em mercado à vista gera em torno de 6 bilhões de reais em negócios ao dia . Não difere de nenhum mercado onde haja vendedores e compradores, tendo como única diferença a  venda ações (cotas partes de uma empresa), e não produtos. Um sócio acionista é detentor de partes da empresa que comprou cotas (ações) e tem o direito de vender suas ações quando bem entender.  
Antigamente as ações eram impressas em papéis, mas atualmente são cadastradas de forma eletrônica na CBLC (Comissão Brasileira de Liquidação e Custódia).  Muitos têm duvida de como o processo funciona e é o que vou explicar de forma sucinta, por enquanto, mas me aprofundando nos próximos textos.
  As corretoras de valores, dentre elas a XP que é a que representamos, são empresas que são registradas na CVM (Comissão de Valores e Mobiliários) que é um órgão de fiscalização com poder de polícia vinculado ao Conselho Monetário Nacional (órgão normativo).  
O cliente se cadastra na corretora, faz um DOC ou TED da quantia que deseja operar e em um ou dois dias já está habilitado no sistema, a partir daí é só começar.
   Existem diversos tipos de operação em um mesmo ativo (empresa) de compras à vendas (explicarei em outro texto) durante o dia utilizando-se gráficos de 1, 5, 15 e 30 minutos chamada de Day trade; durante vários dias chamada de  Swing Trade e por períodos de meses à anos chamada de Position Trade.
 Todas essas modalidades acontecem no mesmo papel, da mesma empresa e nesse conjunto de operações que se têm subsídios técnicos para a estratégia que utilizaremos. Esse é o nosso papel como empresa de educação financeira, qualificar o investidor para que descubra seu perfil e entenda as principais operações utilizadas, buscando o mínimo de exposição com o máximo de retorno.
Muitos negligenciam o estudo e operam no mercado através de notícias ou artigos que viram na mídia para tentar prever qual será o comportamento das ações e acabam se frustrando com o resultado obtido.
  Uma coisa que o investidor tem que ter bem claro é que quando a notícia sai o mercado de alguma forma já descontou seus efeitos, isso não ocorre porque existem manipulações e falcatruas e sim porque diversos profissionais trabalham no estudo de mercados e empresas, conseguindo com isso montar cenários econômicos precisos ( eles também erram, ninguém tem como prever o futuro, porém tem um índice de acerto alto).  
Obviamente que podem ocorrer tráfico de influências e uma série de operações fraudulentas, mas isso não é exclusivo das operações financeiras, porém tenha claro que isso é crime e que no momento que a CVM toma ciência abre inquérito contra os acusados.
Uma coisa que você vai perceber é que a imagem que temos do mercado é a seguinte: o norte americano bem sucedido obteve seu sucesso através  da Bolsa e o brasileiro mal sucedido  perdeu sua fortuna porque investiu na bolsa.
 Ledo engano, resíduos indeléveis que não possuem base concreta, apenas marcas subconscientes de um mercado em processo de maturação como o nosso.
Bom até para não me estender demais este é o básico do básico, vamos refinando a coisa nos próximos textos.
 


Uma idéia vale mais que mil comódities.

Olá amigos, primeiramente peço desculpas por não ter colocado nenhum texto antes, estava desenvolvendo alguns projetos que acabaram consumindo meu tempo. 
                Sem delongas, gostaria de falar de um assunto que tenho experienciado nos últimos meses e que retrata bem nosso cenário econômico global.  No livro O Capital de Karl Marx é muito bem abordada à questão do capital, do trabalho e o conceito da mais valia como base do lucro dos mercados capitalistas, entretanto hoje, deveria ser adicionado à equação o custo do conhecimento e as anomalias da Globalização.
Atualmente através da internet os meios de comunicação e os mercados concorrem em uma luta frenética pela informação instantânea, como meio de diferenciação no mercado e de Lucro. Já não se precisa de muito dinheiro, apenas de informação para o desenvolvimento de nossas ações tanto nos mercados financeiros, quanto em nossas decisões cotidianas.
O conhecimento tem muito mais valor que os produtos, ou seja, hoje se valoriza infinitamente mais uma boa idéia do que um bom produto, até porque uma boa idéia cruza o globo em instantes.
Já um produto só vai estar disponível no mercado depois de diversos processos industriais e comerciais, demandando assim muitos meses, podendo até ser superado por outro produto mesmo em fase de produção.
Pensemos como os chineses que, há muito tempo tem se valido de sua mão de obra barata e políticas industriais para produzirem as idéias dos outros países do globo, mas, que como bons comerciantes, hoje investem mais que os países considerados desenvolvidos em pesquisa e tecnologia para que as idéias chinesas tomem o globo através dos mais diversos produtos. Para se ter uma idéia, hoje cerca de 90% da tecnologia em energia verde é chinesa.
Ai você pensa nos Estados Unidos que ainda é um dos grandes investidores em “mentes de obra”, ou seja, pensadores e pesquisadores, mas não se iluda, o país perde mercado para os tigres asiáticos nessas tecnologias e virá a perder em outras áreas. Essa perda se deve a grandes investimentos em educação de países como China, Coréia do Sul, Singapura, Indonésia, Japão, etc.
Quando sobra dinheiro na sua renda o que você faz? Guarda de alguma forma, seja através de aplicações financeiras como a bolsa de valores, fundos multimercado, fundos imobiliários ou coloca na poupança (que como já sabemos não repassa nem a inflação).
Quando sobra dinheiro em um país o que ele faz? Faz como você! Guarda esse dinheiro, comprando títulos de outros países que precisam do dinheiro. Assim, de volta a China, saibam vocês que ela é a maior detentora de títulos americanos no mundo, ou seja, recebe os juros que o povo norte americano produz através de seu trabalho aumentando suas divisas como dizem os economistas.
Agora vejam que genial, um país que durante muito tempo foi apenas o caminho do meio entre as idéias e o mercado consumidor, passa a ser “mente de obra” e deter o conhecimento em seu território.  Ainda por cima, através de uma política bem estruturada de resultados, é dono de uma grande parte dos títulos mundiais.
Viram como uma idéia vale mais do que um bom produto!
Porque nosso Brasil não está nessa?  Simples, nos falta dinheiro. Somos ricos pobres, ou seja, gerimos mal nossas riquezas, nossa máquina não projeta em longo prazo, embora tenhamos riquezas mil (bens físicos), nossos governos não conseguem projetar o futuro (idéia).
Com isso estamos sempre vulneráveis aos capitais estrangeiros que aplicam aqui apenas para obter lucro rápido e quando não acham nosso mercado atrativo retiram seus capitais. Contudo, até para não ser injusto, nosso mercado financeiro e de valores tem crescido muito nos últimos 19 anos por conta do plano real, basta ver o aumento de investidores na bolsa de valores e nos mercados de derivativos agrícolas.
Quanto aos crimes contra ordem economia, como o que ocorreu em 1989 perpetrado pelo famoso Naji Nahas, são improváveis atualmente devido ao tamanho do mercado e a diversificação de investidores através do advento da informática.
Assim, meu conselho final é: que tomem decisões pensadas, submetidas sempre ao império da boa argumentação e, sobretudo, extremamente bem informadas!

Nota: Commodities são produtos padronizados, não diferenciados cujo processo de produção é dominado em todos os países (o que gera uma alta competitividade)e cujo  preço não é definido pelo produtor (Arroba do Boi, Saca da Soja, Saca do Arroz, Minério de Ferro. . . )

Por Fabio C. Riemke.